Samba do Trabalhador

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Samba do Trabalhador: evento para os músicos aproveitarem a segunda-feira de descanso. Foto: Marcelo Tabach/Diadorim Ideias
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Aproveitando o dia em que os músicos normalmente não trabalham, a execrável segunda-feira para os simples mortais, o cantor e compositor Moacyr Luz resolveu reunir os colegas de melodia para fazer um som da melhor qualidade. Assim surgiu o Samba do Trabalhador, que há oito anos agita a Zona Norte do Rio, mais precisamente o Andaraí, no famoso Clube Renascença.

Moacyr Luz criou o Samba do Trabalhador: música às segundas-feiras para quem trabalha no fim de semana. Foto: Marcelo Tabach/Diadorim Ideias

"Como os músicos sempre dão duro nos finais de semana, resolvi criar uma roda de samba para que o trabalhador-músico pudesse aproveitar. Por isso escolhemos a segunda-feira", explica o bamba. 

Rapidamente o Samba do Trabalhador se tornou uma febre carioca, reunindo em média mil pessoas por evento. "Tem toda semana mesmo. Só paramos se a segunda cair no Natal ou no Ano Novo", festeja o tarimbado sambista. O projeto cresceu ainda mais com os lançamentos de dois CDs e DVDs do Renascença Samba Clube, gravados ao vivo na casa de shows carioca em 2005 e 2012. No Youtube, os vídeos da roda chegam a 100 mil acessos, e até nas páginas do renomado The New York Times o Samba do Trabalhador já foi parar.

"As composições próprias sãos as que mais fazem sucesso, são o diferencial da roda", explica Moacyr. No repertório, as autorais Cabô, Meu Pai (Moacyr Luz/Aldir Blanc e Luiz Carlos da Vila), Saudades da Guanabara (Moacyr/Aldir e Paulo Cesar Pinheiro), Pra que Pedir Perdão? (Moacyr/Aldir) e Vida da Minha Vida (Moacyr/Sereno) dividem o caldo com clássicos de Zeca Pagodinho, Cartola, João Nogueira, Paulinho da Viola, Candeia, Elton Medeiros e Bezerra da Silva, entre outros mestres.

O Renascença, ou Rena para os mais chegados, foi fundado em 1951, na Rua Pedro de Carvalho, no Méier, por um grupo de negros que queria lutar contra a discriminação racial sofrida pelos seus associados em outras agremiações renomadas do Rio. No final daquela década, o clube foi transferido para o Andaraí.

A fila na porta do Rena toda segunda-feira comprova o sucesso indiscutível do Samba do Trabalhador, que recebe de "gringos" sem ginga a senhoras de 90 anos entusiasmadas. Os músicos Gabriel Cavalcante (voz e cavaco), Alexandre Nunes (voz e cavaco), Alvaro Santos (voz e percussão), Luiz Augusto (percussão), Nilson Visual (surdo), Junior Oliveira (percussão), Mingo Silva (voz e percussão) e Daniel Neves (violão de sete cordas) completam a escalação fixa da roda, que sempre abre alas para canjas de ilustres, como Martinho da Vila, Beth Carvalho e Neguinho da Beija-Flor.


Serviço

Quando:

Segunda-feira, às 17h.


Endereço: Rua Barão de São Francisco, 54, Andaraí.
Telefone: 3253-2322
Site: https://www.facebook.com/MoacyrLuzESambaDoTrabalhador?fref=ts

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