Museu de Favela

Espaços Culturais - Rio de Janeiro


 

Galeria de Fotos

Museu de Favela. Fotos: Cris Isidoro/Diadorim Ideias

Morro do Cantagalo. Foto: Cris Isidoro/Diadorim Ideias
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O Museu de Favela é uma galeria de arte incomum. Funciona a céu aberto nos more ros interligados do Cantagalo, em Ipanema, e Pavão-Pavãozinho, em Copacabana, na zona sul da cidade. O acervo são os cerca de 20 mil moradores das comunidades, seu modo de vida, suas narrativas, dificuldades, conquistas e memória da favela e da cidade. A história das favelas é recontada no Circuito das Casas-Telas - 26 pinturas em muros de ruas e casas feitas em grafite por artistas de dentro e de fora das comunidades. Estão retratadas, por exemplo, a fila da bica de água que tornou-se ponto de encontro de sambistas e também a migração nordestina que povoou as favelas.

Uma das telas é assinada por Sebastião Vitalino Nunes, 59 anos, que dá cursos gratuitos de desenho e pintura às crianças. Vitalino vende quadros aos domingos na Feira Hippie de Ipanema e também ilustra livros. Ele é um dos inúmeros personagens do Museu de Favela. E orgulho da comunidade porque conta que o príncipe Charles, da Inglaterra, teria comprado um quadro seu quando visitou o Rio de Janeiro em 2009.

O território do museu compreende mais de cinco mil imóveis conectados por um labirinto de becos, escadarias e vistas panorâmicas da cidade. O tour guiado dura em média duas horas e inclui tradutor para grupos de estrangeiros, muito comum entre os visitantes. Na saída do elevador panorâmico que dá acesso à favela do Cantagalo, há um mirante com vista para a orla de Ipanema de um lado, e para a encosta do Cantagalo, do outro. O passeio começa ali. Uma das guias turísticas é a eloquente líder comunitária e DJ Rita Santos. "Aqui o visitante exótico não é o turista estrangeiro, mas sim os próprios cariocas. Eles nunca subiam o morro. Agora tem curiosidade e deixaram de fingir que a gente não existe", diz Rita.

Uma parada na caminhada pode ser para cumprimentar jovens como  Vanessa Menezes de Andrade, 25 anos, uma negra bonita, de cabeleira black power, que faz bico de interprete para turistas franceses que sobem o morro. "Estudo na minha casa sempre foi um valor", diz a moça, que é psicóloga de uma ong e em 2010 viajou para a França para representar a juventude brasileira em um evento da Unesco. Mais um morador que está na lista da guia Rita é Evanildo da Costa, 52 anos, o Tabaco. Tabaco é percussionista das baterias de três escolas de samba, Estácio de Sá, Império Serrano e Unidos da Tijuca. Também tem o próprio grupo de pagode, o Cativeiro.

O Museu é uma iniciativa da ong MUF, com sede no morro do Cantagalo, que implementa projetos sociais e divulga a produção cultural local.  Na casa de dois andares da MUF, há um armário que guarda todo o tipo de objetos doados à ong. Eles são trocados por histórias dos moradores. A ideia é preservar a memória e os personagens das comunidades. Alguns deles ganharam fotos e painéis com o relato de suas vidas, que decoram as paredes da ong.


Serviço

Quando:

De seg a sex, das 9h às 17h, e é possível agendar visitas e passeios pela comunidade pelo telefone. Preços das visitas variam entre R$40,00 e R$60,00 (com tradutor)


Endereço: Acesso por elevador panorâmico, na rua Teixeira de Melo, Ipanema.
Telefone: (21) 2267-6374
Site: http://www.museudefavela.org
Horário de Funcionamento:

Travessa Nossa Senhora de Fátima, 7, Morro do Cantagalo. 

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