Museu da cachaça

Espaços Culturais - Paty do Alferes


 

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Museu da Cachaça. Foto: Isabela Kassow/Diadorim Ideias
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"Na vendinha da minha rua,
bebi pinga com limão
Matei saudade sua,
ladra do meu coração."

O primeiro museu brasileiro dedicado à mais brasileira das bebidas foi fundado em 1991, pelo aviador Iale Acioly. Depois de anos de pesquisas, ele e a mulher, Íris, reuniram um acervo vasto e peculiar, que é apresentado aos visitantes ao lado de quadros, crônicas, artigos, livros especializados, trovinhas, documentos históricos e um antigo mini-alambique de cobre. O Museu da Cachaça conta com cerca de 1.400 marcas de aguardente de todas as regiões do país e sua catalogação, original e divertida, é feita pelos temas dos rótulos das garrafas: índios, mulheres, futebol,  tipos regionais, sítios, vestuário e pais de santo, entre outros. O "batismo" dos diversos tipos de "caninha" é uma atração à parte: Amansa Corno, Xixi de Moça, Amansa Sogra, Chupa Tudo e outras brincadeiras de duplo sentido e trocadilhos populares divertem os visitantes.

 Foto: Isabela Kassov / Diadorim Ideias


A única cachaça vendida no lugar é a Candé, fabricada em Montes Claros (MG) pelos fundadores do acervo e envelhecida em barris de carvalho do museu. Os visitantes podem degustar amostras com dois, cinco, dez e até 20 anos de envelhecimento, que ficam armazenadas na adega, em barris com capacidades de 15 a 8 mil litros. Também podem ser apreciadas as infusões para licores e para aguardentes com diferentes sabores. O controle de qualidade da bebida é rígido: a cada três meses, químicos visitam o estabelecimento para medir o teor alcoólico da produção que, antes de ser liberada para a venda, é degustada por Marlene de Moura, 45 anos, que trabalha no museu há 19. "Não se pode engarrafar sem provar",  explica.


Quem visita o Museu da Cachaça aprende que a bebida remonta aos primórdios do século 16, quando os senhores de engenho davam aguardente aos escravos no desjejum para que resistissem ao trabalho pesado nos canaviais. Com o tempo, a cachaça saiu das senzalas e ganhou as mesas das fazendas do Brasil Colônia e das famílias de Portugal. No século 17, a produção e a comercialização da bebida foram proibidas no país. Mas quando a Corte portuguesa mudou-se para o Brasil, em 1808, a cachaça já era produto nacional. Hoje, é um apreciadíssimo produto de exportação.


Serviço

Endereço: Rua Nova Mantiquira 227 - Mantiquira, Paty do Alferes
Telefone: (24) 2485 1475
Site: http://patydoalferes.rj.gov.br/pontos-turisticos/museu-da-cachaca/
Horário de Funcionamento:

Sábado, domingo e feriados, de 9h às 18h.

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