Motta Coqueiro e o Fim da pena de morte

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O enforcamento do fazendeiro Manoel da Motta Coqueiro, ocorrido em Macaé,  então província do Rio de Janeiro, em 1855, contribuiu para a extinção da pena de morte no Brasil. Coqueiro foi vítima de um trágico erro judiciário. Três anos antes, uma família de oito colonos havia sido assassinada em uma de suas cinco propriedades. Os indícios apontavam para o fazendeiro, acusado do crime pelas autoridades policiais e por seus adversários políticos. Coqueiro terminou julgado duas vezes e condenado à morte. A sentença foi ratificada pelos tribunais superiores  e o imperador dom Pedro II negou-lhe a graça imperial. Em um das raras vezes no Brasil do século 19, um homem rico e de destacada posição social subiu à forca.

Coqueiro morreu no dia 6 de março, na Praça da Luz, em Macaé. Na véspera de seu enforcamento, recebeu em sua cela um padre, a quem teria confessado sua inocência e revelado o nome do verdadeiro mandante do crime. Pouco tempo depois, descobriu-se que o fazendeiro era inocente. Ele mantinha um caso extra-conjugal com a mulher de um primo e contrariou interesses, sendo alvo de uma conspiração política. O caso abalou o imperador dom Pedro II. Cronologicamente Coqueiro não foi o último homem enforcado no Brasil, mas sua execução foi determinante para a abolição da pena de morte no país.

 

 

 

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