Maria Celestina de Jesus

Gente - Paraty


 

"Ô, Dona Maria, eu trouxe o menino, ele não come nadinha, a senhora pode benzer?"

"Vai entrando, minha filha".

Entra muita gente na casa da Dona Maria, que reza, benze, tem muitas plantas no quintal para socorrer quem chega. Santa Maria, para dor de barriga; carrapichinho para inflamação nos rins. A curandeira é respeitada na Ilha das Cobras até pelos médicos. "Eles mandam o povo aqui", diz Dona Maria Celestina de Jesus.

Dona Maria tem 70 anos, foi a primeira moradora da Ilha, com o Seu Ditinho Cirandeiro, com quem se casou aos 18 anos e teve nove filhos. "Tudo de parto normal e tudo em casa, só o último foi no hospital, porque era preciso fazer a ligadura, mas também foi normal". Criou todos ali, na Ilha, costurando. Na máquina de mão, porque a energia só chegou bem depois. Era ela quem fazia as fantasias para o marido brincar no antigo bloco Cana Verde, para onde ela também ia, mas só depois que terminava o serviço. "Juntava os meninos todos e ia encontrar com ele na casa do baile. Depois que eles dormiam, a gente dançava a noite inteira. A vida era alegre, mas agora é mais fácil", ela diz, convencida de que todo mundo ali vive melhor do que antes.

Maria Celestina de Jesus não usa o nome inteiro e tem remédio para tudo. Se o problema não é falta de dinheiro, tristeza também ela cura. "É só ter alegria", ela ensina. Para a Dona Maria, a vida é bem simples.


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