João Gaiato

Gente - São João da Barra


 

João Antônio Cajueiro Gaiato, nascido em 1963, foi o primeiro em quase tudo nas cenas carnavalesca e teatral de São João da Barra. Criou oficinas de artes; dirigiu dez peças de teatro; montou dez palcos para o Festival São Joanense da Canção (Fescan); fez um nu frontal na peça Apareceu a Margarida; idealizou, dirigiu e produziu o espetáculo teatral Auto da Paixão de Cristo, que há cerca de 25 anos faz parte do calendário da cidade; lançou o Baile dos Cafonas.

O artista plástico João Antonio Cajueiro Gaiato - Foto: Tasso Marcelo/Diadorim Ideias

Por fim, ele repaginou o recatado desfile das escolas de samba sanjoanenses. "Antigamente, as escolas passavam com carretas arrastando fantasias em cima. Comigo os carros se tornaram alegorias. Em 1995, fiz um carro todo de garrafas PET. Vinha de uma geração que não tinha as facilidades de hoje", recorda-se Gaiato. Ele caiu no gosto do povo. "Se a sua história não for contada pelo público, você não fez história", orgulha-se. 

Gaiato, que também foi bailarino do Grupo Folclórico São Joanense, dirigido pela mãe Eliete, retirou-se da cena artística em 1993. Diz que foi cansando de tudo. "O Auto da Paixão de Cristo se tornou comercial. O elenco pede dinheiro aos moradores para vender a palavra de cristo. E na área pública, todo mundo quer mandar", afirma. 

O ex-carnavalesco tornou-se personagem folclórico da cidade. Suas conhecidas eloquência e irreverência agora servem ao divino. As cenografias que davam o que falar cederam lugar a esculturas de santos e anjos modeladas com parafina, que ele comercializa. A casa que divide com Eliete transformou-se em espaço de oração aberto ao público. Ali são realizados nove louvores ao longo do ano ? cerimônias dedicadas à Nossa Senhora e Jesus, em que se reza e se entoam cânticos. Eliete, que chama o filho de pedra preciosa, observa: "Tudo na vida tem seu preço e sua hora".

João Antonio Cajueiro Gaiato pede para ser chamado pelo nome completo. "Dizer o nome pela metade enfraquece o poder do seu anjo da guarda", avisa. Agora ele é apenas plateia no carnaval de São João da Barra. Assiste ao desfile das escolas de samba da janela de sua casa, no centro. E acompanha a festa "em oração, para fortalecer os fiéis".   


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