Fazenda Ponte Alta

Patrimônio Material - Barra do Piraí


 

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Fazenda foi fundada em 1807 e reconstruída em 1830. Foto: Isabela Kassow/ Diadorim Ideias
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As paredes da fazenda que teve 370 escravos guardam histórias incontáveis, mas os saraus oferecidos aos visitantes, que chegam em um ônibus por dia no período escolar, fazem o possível. No sarau histórico, atores vestidos de barão, baronesa e mucama percorrem o quadrilátero preservado: a casa do barão, a senzala, o engenho e a enfermaria dos escravos (construída em 1850, depois que a Lei Euzébio de Queirós, proibindo o tráfico de escravos, triplica o preço dos trabalhadores). A cena se passa em 1854, anos depois de a fazenda ter sido fundada, em 1807, por José Luis Gomes, o Barão de Mambucaba, e ter sido reconstruída, em 1830.

Na senzala, um quarto sem janelas, com capacidade para 30 escravos, abriga hoje um museu, que exibe instrumentos de tortura, tronco, panelas, moedor de café e candeeiros.

Antes da ferrovia, levava-se de cinco a oito dias em lombo de burro para ir da capital até lá. Mas valia o esforço. De 1830 a 1880, a fazenda produziu café. Ainda há sinais do processo pós- colheita, com lavagem, secagem e despolpagem no engenho de beneficiamento, onde os grãos eram descascados através da força de rodas d' água, trazida por um aqueduto. A fazenda é tombada pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural.

Roberto Freitas é o ator que faz o Barão de Mambucaba há 12 anos. "Era contador e agora sou contador de história", brinca ele, que, inspirado pelo projeto, está cursando faculdade de História. O mesmo aconteceu com a atriz Michelle Assunção, que interpreta a baronesa: voltou para a sala de aula para ensinar melhor. Já a mucama é interpretada por Dona Delza, uma copeira do hotel que funciona na fazenda. Neta de uma escrava que veio da Bahia para o Rio, conta a história real de sua família nos saraus. A apresentação é finalizada com as danças do império - a polca, o minueto e a valsa - e acontece na capela localizada na senzala.

Depois que o solo se esgotou por causa da cafeicultura, a Ponte Alta passou a produzir gado de corte, atividade que a mantém ainda hoje, já vendida para Jair Ferreira. Em 1936, foi construída uma nova casa-sede, em estilo colonial mexicano.

Outra parte da senzala da Ponte Alta foi transformada em salão para os saraus, com bancos de madeira usados na época em que Getúlio Vargas era visitante frequente. Ele era amigo de Isa Leal, neta do Conde Modesto Leal, então proprietária da fazenda. Os atores têm um sarau específico para esta parte da história, o Sarau do Gegê, sobre a música da era do rádio até o suicídio do presidente, em 1954. Getúlio passou seus cinco últimos aniversários hospedado na Fazenda Ponte Alta.


Serviço

Endereço: Av. Silas Pereira da Mota, 880, Parque Santana, Barra do Piraí - RJ
Telefone: (24) 2443-5159 / 2443 5005
Email: contato@pontealta.com.br
Site: http://www.pontealta.com.br/

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