Dulcina de Moraes

Gente - Valença


 
Uma das mais importantes atrizes brasileiras, Dulcina de Moraes nasceu em Valença em 1908, quando seus pais, também atores, se apresentavam na cidade. Foram 50 anos de carreira, 30 à frente de sua companhia teatral. Nos anos 50, criou a Fundação Nacional de Teatro, uma das primeiras escolas de teatro do país, no Rio de Janeiro, no prédio onde hoje funciona o teatro com seu nome. Nos anos 70, mudou-se para Brasília e transferiu a fundação para a cidade.

A carreira de atriz começou na década de 20, quando assinou seu primeiro contrato, com a Companhia Brasileira de Comédia. Em 1934, fundou com o marido, o ator Odilon Azevedo, a companhia Dulcina-Odilon, a primeira a montar, no Brasil, autores como García Lorca (Bodas de Sangue) e Bernard Shaw (as peças César e Cleópatra, Santa Joana e Pigmaleão).

A atriz fez muito sucesso e ditou moda; muitos dos vestidos que usava em cena eram copiados nas ruas pelo público feminino. Em 1945, a montagem de Chuva, de John Colton e Clemence Randolph, foi um marco em sua carreira e carro-chefe da companhia durante 15 anos.

Odilon Azevedo morreu em 1966. Em 1972, Dulcina passou a viver e trabalhar em Brasília e só retornou ao Rio de Janeiro em 1981, a convite de Bibi Ferreira, que a dirigiu em O Melhor dos Pecados, de Sérgio Viotti, escrita especialmente para a atriz. A atriz morreu em 1996, em Brasília.

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