Circuito Carioca de Ritmo e Poesia

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Até 2009, a sede do Centro Interativo de Circo ? CIC, na Fundição Progresso, na Lapa, era o endereço certo das batalhas de MCs da cidade toda. Após um incêndio no local, surgiu a ideia de realizar as rodas de rimas em espaços públicos de diversos pontos da cidade. Nasceu então o Circuito Carioca de Ritmo e Poesia ? CCRP, uma rede independente de produção cultural que transformou as rodas de rima em rodas culturais e as levou para o Méier (às quartas), Bangu (aos domingos), Manguinhos (às segundas), Botafogo (às terças), Freguesia (às quartas), Vila Isabel (às quintas), Recreio (às quintas) e Lapa (aos sábados).

 

Apesar de ter nascido entre rappers, as rodas abrigam todo tipo de manifestação cultural. "As rodas culturais são uma teia de artistas e trabalhadores independentes, como poetas, fotógrafos, MCs, músicos, grafiteiros, artistas plásticos, artistas circenses, atores, profissionais do audiovisual, esportistas urbanos, etc", conta Allan Santos, conhecido como MC Don Allan Marola, um dos responsáveis pela organização do encontro do Méier. A ideia é aproximar esses artistas e promover sua circulação entre os bairros, gerando um intercâmbio e levando atrações variadas para o palco mais democrático de todos: as ruas.

 

O CCRP é coordenado pelo poeta e produtor cultural Dropê Comando Selva: "A meta é inserir a cultura urbana, não só o rap, no mapa da cultura do Rio de Janeiro. Temos um time muito forte de produtores, músicos, fotógrafos, etc. Cada uma das oito rodas tem em média três organizadores, fora uns quatro de base. Mais o núcleo do CCRP que são uns oito, então tem pelo menos 30 cabeças envolvidas na organização. Isso sem contar com toda a tropa de cultura urbana que frequenta e apoia nosso movimento, nesse caso nao da nem pra quantificar? é a rua".

 

O circuito chamou a atenção de Rôssi Alves, professora da Universidade Federal Fluminense que decidiu mapear as rodas culturais do estado. Doutora em Letras e pós-doutoranda em Estudos Culturais, Rôssi escreveu o livro Rio de Rimas, em que lista mais de 40 rodas. "Como professora de literatura, eu achava interessante a garotada rimando nas praças e quis entender o que levava esses jovens a rimar. Então fui para as praças e descobri a roda cultural", conta a pesquisadora.

 

A profusão de rodas de rimas reflete o crescimento do movimento rap no Rio. "As rodas e batalhas são uma plataforma importante para esses rappers mostrarem seus trabalhos e depois gravarem e se tornarem conhecidos", diz Rôssi.

 


Serviço

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