Cidade do Samba

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Cidade do samba, na Gamboa: endereço dos barracões das 14 escolas do Grupo Especial do carnaval carioca. Foto: Marcelo Tabach/Diadorim Ideias
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Ambientado na Marquês de Sapucaí, o Sambódromo é o grande centro das atenções durante o carnaval carioca. Meses antes do espetáculo do samba ganhar a avenida, no entanto, todos os esforços de quem faz essa festa acontecer ficam centralizados na Cidade do Samba, espaço destinado à concentração dos barracões das 14 Escolas de Samba do Grupo Especial do Rio. No complexo, são executados os carros alegóricos e parte das fantasias e adereços das agremiações.

Costureira em ação na Cidade do Samba- Foto: Marcelo Tabach/Diadorim Ideias

Todos os barracões têm, no primeiro piso, uma estrutura compartimentada para a realização dos serviços de serralheria, carpintaria, vidraçaria e borracharia. No segundo andar, estão o refeitório e vestiários que recebem um fluxo diário de cerca de 150 funcionários. Já o terceiro piso é reservado para as salas administrativas, salas de criação de arte, sala de reunião, sala de direção de carnaval, guarda de fantasias e salas de direção e presidência da escola. O último andar recebe as oficinas de montagem de adereços, esculturas de isopor, almoxarifado, empastelamento, pintura e resina.   

Carnavalesco da Beija-Flor de Nilópolis, Ubiratan Silva conta que a organização da Cidade do Samba funciona como uma empresa. "Trabalhamos de segunda a sexta de 8h às 17h o ano inteiro", explica. Mas, segundo Bira, o lado artístico deixa o trabalho duro mais prazeroso. "O carnaval é uma verdadeira escola de belas-artes".

Costureira de mão cheia, Dona Nancy da Silva, nascida em 1942, diz que trabalhar com carnaval vicia. "É a minha cachaça", brinca a funcionária da Portela, que está no negócio há mais de 30 anos. Em volta dela, trabalham artistas plásticos, escultores, laminadores, aderecistas, bordadeiras, chapeleiros, ferreiros e carpinteiros, entre outros profissionais. Ao todo, a indústria do carnaval carioca emprega cerca de 4 mil pessoas.

Uma das únicas ferreiras de toda a Cidade do Samba, Rachel Barbosa diz não encontrar dificuldades no trabalho pesado normalmente realizado por homens. "O único desafio é vencer o preconceito", diz a funcionária da Mangueira, que, mesmo com o expediente pesado, não deixa a vaidade de lado.  Com ferramentas como file, bigorna e martelo, Rachel é responsável pelo esqueleto de sustentação dos carros alegóricos.  

O desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro é considerado o maior espetáculo popular do mundo. Criada com o nome de Cidade do Samba, em 2006, o complexo do carnaval carioca passou a se chamar Cidade do Samba Joãosinho Trinta, em 2011, por um decreto do prefeito Eduardo Paes  em homenagem ao ilustre carnavalesco morto naquele mesmo ano.


Serviço

Endereço: Rua Rivadávia Corrêa, Gamboa.
Site: http://cidadedosambarj.globo.com/

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